"Bolsos e Cabeças cheios
de grana uns
de lama outras
de drama uns
de tramas uns e outras
assim como
mãos vazias
vadias."
domingo, 7 de fevereiro de 2010
caminhando na represa....
depois que o sol tomou posse novamente dos ceus de Rio Preto, com exceção dos momentos que ainda as nuvens que se formaram ao longo do dia, resolvem desabar,hoje voltei a caminhar na represa.
Os verdes mais exuberantes; ao longo do percurso, varias pessoas distraidamente concentradas na paz e beleza circundantes; o sol forte sobre as aguas em movimentos delicados se refletiam nos meus olhos como pedra preciosa que se derrete ao toque de um Deus!
declaro meu amor pela natureza!
Os verdes mais exuberantes; ao longo do percurso, varias pessoas distraidamente concentradas na paz e beleza circundantes; o sol forte sobre as aguas em movimentos delicados se refletiam nos meus olhos como pedra preciosa que se derrete ao toque de um Deus!
declaro meu amor pela natureza!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Ansiedade!
impiedosa
saqueia
meu instante
drena meus sonhos
desvia meus olhares
fecha meus ouvidos!
te quero do avesso
em verso e prosa
em cores
em formas
em branco e preto!
longe dos pensamentos viciados,
dentro dos instantes eternos
do puro sentir!
saqueia
meu instante
drena meus sonhos
desvia meus olhares
fecha meus ouvidos!
te quero do avesso
em verso e prosa
em cores
em formas
em branco e preto!
longe dos pensamentos viciados,
dentro dos instantes eternos
do puro sentir!
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
informações sobre -Verdade,Bem e Belo nas Ates
Quero esclarecer que o texto de" Verdade, Bem e Belo nas Artes", é um excerto do livro "Johrei e Gnose" de Braz Uzuelle.
Quanto à abreviatura: M.O. refere-se ao nome de Mokiti Okada, também chamado de Meishu Sama, o fundador da Igreja Messianica Mundial ( I.M.M.B), cujo objetivo principal é alinhar o ser humano com as praticas da Verdade - Bem - Belo.
Publicaremos outros trechos desse livro, gentilmente disponibilizados para nós, pelo autor,que alem de escritor é poeta e artista plástico.
sylvia
Quanto à abreviatura: M.O. refere-se ao nome de Mokiti Okada, também chamado de Meishu Sama, o fundador da Igreja Messianica Mundial ( I.M.M.B), cujo objetivo principal é alinhar o ser humano com as praticas da Verdade - Bem - Belo.
Publicaremos outros trechos desse livro, gentilmente disponibilizados para nós, pelo autor,que alem de escritor é poeta e artista plástico.
sylvia
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Verdade, Bem e Belo nas Artes - Braz Uzuelle
Mexa-se:
Disse alguém para o poeta
sem saber
que sua ação vai mais além,
e o universo, sua meta.
B.U
H. Lopes, pintor, amava loucamente Rebeca S. também artista.
Resolveu colocar na tela e em cores o alvo de sua devoção.
Põe-se a fazer o retrato da amada.
Vermelhos e rosas escorriam por entre os pincéis, corrigindo aqui, confirmando ali, acentuando boca, e retocando pupilas.
De inicio o desafio e a insegurança de, injusto não ser fiel à beleza negra do par de olhos, cultuados antes por palavras, agora em pincéis.
Lentamente , numa postura zen de reconhecimento, vai criando uma nova mulher, descobrindo e corrigindo anatomias e cores... Como um deus.
Terminada a obra, abandonou a musa e amada.
Procura agora, alguém que se pareça com o retrato.
Chegamos agora a uma parte absolutamente desnecessária à existência como um todo, e paradoxalmente, indispensável para o crescimento anímico e espiritual do ente humano. Trata-se do belo, definição genérica que abriga todas as lides estéticas e abstratas, sem o qual a evolução da espécie humana,
não teria sentido e motivação para alongar-se no tempo e no espaço.
Tratamos aqui principalmente de artes plásticas, reverenciando também e por extensão, a poesia, musica, teatro, arquitetura, e tudo aquilo que torna melhor a vida e as relações sociais no planeta.
Começamos dizendo que existem duas grandes definições nas artes; boa e má.
Como são extremamente conceituais e subjetivas tais avaliações, fechamos um pouco e dizemos que há arte honesta e desonesta; honesta, quando é fruto e manifestação da vida interior do artista criador, abstraindo e desconsiderando aqui valores de moral e costumes que são produtos do meio e da cultura.
Não existe nas artes o “politicamente correto”.
Não excluindo obviamente a ética, no seu sentido original grego que é “morada” -do ser- e não do dicionário no qual é sinônimo de “moral”.
Arte desonesta dispensa comentários; é vazia e só atende aos interesses imediatos do “artista”, que visa somente proveito próprio.
Ampliando um pouco dizemos que a boa arte implica em: consistência (verdade), problema (leva à reflexão) e solução (compreensão através da reflexão).
Na má “arte” ou obra medíocre não existe problema tampouco solução.
A obra relativamente boa propõe apenas problema ou perguntas.
Toda arte, pretensa ou real , reflete seu criador.
Chegamos aqui a uma dimensão e abordagem espiritual na arte, que dispensa códigos morais, porém respeita uma ética própria do criador, e quanto mais elevada à ética (e ótica) do artista maior sua obra.
Seu alcance transpõe os limites de uma estética formal -a estética é a negação da arte, segundo Heidegger.
Falando em ética, uma interpretação minha pra se chegar a esse valor “moral”, -imponderável no caso das artes, sendo essas atividades abstratas- é através do yukon citado por M.O, e que é: elemento incorpóreo no homem, ou entre ele e a divindade que serve como veículo de comunicação da entidade humana com a Grande Realidade, e ainda no meu entendimento equivale ao intercessor, ou anjo custódio, referido por “M” em seu “deuses
atômicos”. Questão de nomes.
Jackson Pollock, fazia uso desse Daimon Socrático e segundo ele, só criava em conexão direta e xamânica com tal entidade.
Se o vínculo se interrompia por alguma razão, ele parava de pintar imediatamente.
Quanto mais refinada –a ética- e acessado –o yukon- maior será a concordância com a verdade não relativa e absoluta universal, e grandiosa será a qualidade de persuasão e transformação na obra de um artista que despertou para a pluralidade de manifestação da forma que é ...Deus.
Alcança aqui o território da alma.
Como disse M.O; “-o belo interior em oposição ao belo formal” ou melhor dizendo, o belo formal é superado pelo belo interior. Chegamos aqui à famosa tríade; Verdade,Bem, e Belo tão discutida pela filosofia.
O Belo referido não é o “belo” relativo e personalista do indivíduo artista, embora seja essa “beleza” superior à arte desonesta citada no começo.
A “Magnus Opus” –arte maior- é abrangente e produto do gênio, sendo
essa atemporal, e não sujeita às correntes da moda e transcende
“manifestos”.
Essa arte desperta, transforma, e nela há Verdade Bem e Belo.
A PRÁTICA DO BELO
Dentro dessa trilogia proposta por M.O. e objetivo maior para a redenção e emancipação do gênero humano, a fruição, e melhor ainda a
prática do belo é da maior importância.
Não o belo vazio superficial e convencional , mas aquele que nos leva à consciência da Harmonia Cósmica Universal.
Dentro desse pensamento, a prática das artes conduz a um esvaziamento
do conteúdo mental mecânico e autônomo deixando espaço para a manifestação do Ser em nós, que é a perfeita tradução do... belo.
Tratamos aqui das artes plásticas, que é a nossa “praia”, não excluindo obviamente todas as lides estéticas.
“Um objeto é desconhecido por nós, até que o desenhemos” disse um pintor.
Propomos uma prática: pegue um objeto qualquer tendo nas mãos lápis e papel e comece a desenhá-lo sem a expectativa do resultado.
Não se preocupe com a forma do objeto, ou a reprodução e verossimilhança da peça modelo.
Mergulhe nos detalhes, como se você quisesse esquadrinhar os mais ocultos pensamentos de alguém.
Não se trata aqui de cópia, e muito menos de um resultado equivocadamente buscado. Aliás não há busca de nada.
O que há é percepção da ação em si. Essa concentração sem tensão trará uma presença, e uma consciência ampliada jamais sentida.
É como uma oração
Na verdade o resultado (obra criada) é um “bônus” e uma motivação para a prática constante - “Procure primeiramente o reino dos céus, e o resto se vos dará por acréscimo” diz a bíblia.
E então, como um milagre e na ausência de qualquer crítica, a beleza assoma e revela-se.
É nesse sentido que Dostoievski disse “O belo salvará o mundo” que é o
mesmo que dizer: “A consciência salva”.
M.O diz que: “a observação de uma obra de arte eleva o espírito”.
Pressuposto que seja uma “boa obra”, ou seja; de um artista consciente, iluminado, considerando que há vários níveis de consciência, e um artista
honesto -ainda que não seja permanentemente desperto-, na hora da criação tenha se conectado com seu Ser.
Transcrevemos aqui um trecho do livro “Os deuses atômicos” cujo autor usa o pseudônimo “M”; “... James Whistler, pintor americano (1834-93), autor de retratos e quadros de estilo próximo ao dos impressionistas, reconheceu que foram os últimos vinte minutos de trabalho absorto (grifo nosso) que fizeram do retrato de sua mãe, uma obra-prima.
Nessa obra, pode-se observar que os brocados das roupas parecem ter sido feitos sem o menor esforço, com precisão e segurança tais que tornam esse quadro absolutamente inestimável...”
Esse “absorto” do texto podemos entender como ausência absoluta de
conteúdos mentais descontinuados, e presença soberana do... Ser
Muitos artistas contemporâneos, que abandonaram a dimensão do plano -a pintura- e agora trabalham na esfera tridimensional, estão alinhados com a busca ou apropriação de um “espírito superior” na chamada arte conceitual,
ou instalação, -genericamente falando.
Anish Kapoor, artista indiano, propõe um mergulho no espírito -consciência- lidando com, e na terceira dimensão –matéria- para paradoxalmente penetrar na imaterialidade –espírito-.
Trabalha principalmente com o conceito hinduísta de Maya ou ilusão dos sentidos, no caso a ótica.
Sua obra aplica um “koan” –judô psicológico- na mente, através do qual o fruidor (expectador) entra no território do Ser.
Disse alguém para o poeta
sem saber
que sua ação vai mais além,
e o universo, sua meta.
B.U
H. Lopes, pintor, amava loucamente Rebeca S. também artista.
Resolveu colocar na tela e em cores o alvo de sua devoção.
Põe-se a fazer o retrato da amada.
Vermelhos e rosas escorriam por entre os pincéis, corrigindo aqui, confirmando ali, acentuando boca, e retocando pupilas.
De inicio o desafio e a insegurança de, injusto não ser fiel à beleza negra do par de olhos, cultuados antes por palavras, agora em pincéis.
Lentamente , numa postura zen de reconhecimento, vai criando uma nova mulher, descobrindo e corrigindo anatomias e cores... Como um deus.
Terminada a obra, abandonou a musa e amada.
Procura agora, alguém que se pareça com o retrato.
Chegamos agora a uma parte absolutamente desnecessária à existência como um todo, e paradoxalmente, indispensável para o crescimento anímico e espiritual do ente humano. Trata-se do belo, definição genérica que abriga todas as lides estéticas e abstratas, sem o qual a evolução da espécie humana,
não teria sentido e motivação para alongar-se no tempo e no espaço.
Tratamos aqui principalmente de artes plásticas, reverenciando também e por extensão, a poesia, musica, teatro, arquitetura, e tudo aquilo que torna melhor a vida e as relações sociais no planeta.
Começamos dizendo que existem duas grandes definições nas artes; boa e má.
Como são extremamente conceituais e subjetivas tais avaliações, fechamos um pouco e dizemos que há arte honesta e desonesta; honesta, quando é fruto e manifestação da vida interior do artista criador, abstraindo e desconsiderando aqui valores de moral e costumes que são produtos do meio e da cultura.
Não existe nas artes o “politicamente correto”.
Não excluindo obviamente a ética, no seu sentido original grego que é “morada” -do ser- e não do dicionário no qual é sinônimo de “moral”.
Arte desonesta dispensa comentários; é vazia e só atende aos interesses imediatos do “artista”, que visa somente proveito próprio.
Ampliando um pouco dizemos que a boa arte implica em: consistência (verdade), problema (leva à reflexão) e solução (compreensão através da reflexão).
Na má “arte” ou obra medíocre não existe problema tampouco solução.
A obra relativamente boa propõe apenas problema ou perguntas.
Toda arte, pretensa ou real , reflete seu criador.
Chegamos aqui a uma dimensão e abordagem espiritual na arte, que dispensa códigos morais, porém respeita uma ética própria do criador, e quanto mais elevada à ética (e ótica) do artista maior sua obra.
Seu alcance transpõe os limites de uma estética formal -a estética é a negação da arte, segundo Heidegger.
Falando em ética, uma interpretação minha pra se chegar a esse valor “moral”, -imponderável no caso das artes, sendo essas atividades abstratas- é através do yukon citado por M.O, e que é: elemento incorpóreo no homem, ou entre ele e a divindade que serve como veículo de comunicação da entidade humana com a Grande Realidade, e ainda no meu entendimento equivale ao intercessor, ou anjo custódio, referido por “M” em seu “deuses
atômicos”. Questão de nomes.
Jackson Pollock, fazia uso desse Daimon Socrático e segundo ele, só criava em conexão direta e xamânica com tal entidade.
Se o vínculo se interrompia por alguma razão, ele parava de pintar imediatamente.
Quanto mais refinada –a ética- e acessado –o yukon- maior será a concordância com a verdade não relativa e absoluta universal, e grandiosa será a qualidade de persuasão e transformação na obra de um artista que despertou para a pluralidade de manifestação da forma que é ...Deus.
Alcança aqui o território da alma.
Como disse M.O; “-o belo interior em oposição ao belo formal” ou melhor dizendo, o belo formal é superado pelo belo interior. Chegamos aqui à famosa tríade; Verdade,Bem, e Belo tão discutida pela filosofia.
O Belo referido não é o “belo” relativo e personalista do indivíduo artista, embora seja essa “beleza” superior à arte desonesta citada no começo.
A “Magnus Opus” –arte maior- é abrangente e produto do gênio, sendo
essa atemporal, e não sujeita às correntes da moda e transcende
“manifestos”.
Essa arte desperta, transforma, e nela há Verdade Bem e Belo.
A PRÁTICA DO BELO
Dentro dessa trilogia proposta por M.O. e objetivo maior para a redenção e emancipação do gênero humano, a fruição, e melhor ainda a
prática do belo é da maior importância.
Não o belo vazio superficial e convencional , mas aquele que nos leva à consciência da Harmonia Cósmica Universal.
Dentro desse pensamento, a prática das artes conduz a um esvaziamento
do conteúdo mental mecânico e autônomo deixando espaço para a manifestação do Ser em nós, que é a perfeita tradução do... belo.
Tratamos aqui das artes plásticas, que é a nossa “praia”, não excluindo obviamente todas as lides estéticas.
“Um objeto é desconhecido por nós, até que o desenhemos” disse um pintor.
Propomos uma prática: pegue um objeto qualquer tendo nas mãos lápis e papel e comece a desenhá-lo sem a expectativa do resultado.
Não se preocupe com a forma do objeto, ou a reprodução e verossimilhança da peça modelo.
Mergulhe nos detalhes, como se você quisesse esquadrinhar os mais ocultos pensamentos de alguém.
Não se trata aqui de cópia, e muito menos de um resultado equivocadamente buscado. Aliás não há busca de nada.
O que há é percepção da ação em si. Essa concentração sem tensão trará uma presença, e uma consciência ampliada jamais sentida.
É como uma oração
Na verdade o resultado (obra criada) é um “bônus” e uma motivação para a prática constante - “Procure primeiramente o reino dos céus, e o resto se vos dará por acréscimo” diz a bíblia.
E então, como um milagre e na ausência de qualquer crítica, a beleza assoma e revela-se.
É nesse sentido que Dostoievski disse “O belo salvará o mundo” que é o
mesmo que dizer: “A consciência salva”.
M.O diz que: “a observação de uma obra de arte eleva o espírito”.
Pressuposto que seja uma “boa obra”, ou seja; de um artista consciente, iluminado, considerando que há vários níveis de consciência, e um artista
honesto -ainda que não seja permanentemente desperto-, na hora da criação tenha se conectado com seu Ser.
Transcrevemos aqui um trecho do livro “Os deuses atômicos” cujo autor usa o pseudônimo “M”; “... James Whistler, pintor americano (1834-93), autor de retratos e quadros de estilo próximo ao dos impressionistas, reconheceu que foram os últimos vinte minutos de trabalho absorto (grifo nosso) que fizeram do retrato de sua mãe, uma obra-prima.
Nessa obra, pode-se observar que os brocados das roupas parecem ter sido feitos sem o menor esforço, com precisão e segurança tais que tornam esse quadro absolutamente inestimável...”
Esse “absorto” do texto podemos entender como ausência absoluta de
conteúdos mentais descontinuados, e presença soberana do... Ser
Muitos artistas contemporâneos, que abandonaram a dimensão do plano -a pintura- e agora trabalham na esfera tridimensional, estão alinhados com a busca ou apropriação de um “espírito superior” na chamada arte conceitual,
ou instalação, -genericamente falando.
Anish Kapoor, artista indiano, propõe um mergulho no espírito -consciência- lidando com, e na terceira dimensão –matéria- para paradoxalmente penetrar na imaterialidade –espírito-.
Trabalha principalmente com o conceito hinduísta de Maya ou ilusão dos sentidos, no caso a ótica.
Sua obra aplica um “koan” –judô psicológico- na mente, através do qual o fruidor (expectador) entra no território do Ser.
compartlhando ideias...
Percepção social da natureza, representações e valores simbólicos
Zysman Neiman[1]
A questão ambiental é tema recorrente do debate social atual. É uma construção social relevante de uma sociedade que se tornou reflexiva sobre seus próprios rumos, que busca uma nova racionalidade, que almeja a sustentabilidade. Nesse contexto, a cooperação volta a ter uma dimensão relevante e a busca de um novo paradigma alternativo para o futuro da civilização se torna anseio de todos.
A Educação Ambiental tem como um de seus objetivos formar cidadãos conscientes de sua relação com a natureza e com seu habitat, devendo primar pela formação de pessoas que almejem a sustentabilidade, ajam na busca de soluções para o uso racional dos recursos naturais, de modo que as futuras gerações possam também usufruí-los.
Ecologizar a sociedade é introduzir a variável ecológica onde antes só havia a preocupação com o desenvolvimento econômico. Envolver os atores sociais que participam da discussão sobre a questão ambiental não tem sido suficiente para a conquista de novos valores. Mais do que conscientizar (campo da “razão”) é preciso sensibilizar (universo restrito das “emoções”), questionar o paradigma central do capitalismo, e não apenas adaptá-lo a uma suposta “nova” racionalidade ecológica.
O contato com ecossistemas nativos é vital para o ser humano e promove o sentimento de pertencimento ao território. Por esse motivo, o Ecoturismo, entendido como instrumento de Educação Ambiental, pode contribuir para a construção de representações e significados no imaginário social e transformar a relação do ser humano com o ambiente. A percepção da beleza dos destinos, carregada de simbolismo, remete seus adeptos à busca de um ideal de paisagem onde a ética e a estética têm papel de destaque. Os elos com a localidade e com as outras pessoas, renovados sobre uma outra perspectiva, passam a orientar as ações dos sujeitos. Desta forma, os destinos ecoturísticos passam a significar lugares presentes na vida dos indivíduos, e não mais aqueles longínquos e misteriosos “paraísos” inaccessíveis, Ou seja, cria-se uma nova identidade, um vínculo afetivo entre sujeito e lugar.
O Ecoturismo, caso se proponha a atrelar o contato com a natureza ao pensamento simbólico, restaurar equilíbrios através do afloramento de comportamentos ancestrais, e não fugir da responsabilidade de construir novos paradigmas a partir de uma nova perspectiva de pensamento, menos linear e mais sistêmico, poderá enfim, conquistar o sucesso tão almejado pelos educadores ambientais. Gostar da natureza pode ser um sentimento afetado por representações sociais, o que reforça a importância de como será conduzido, dirigido, o contato com a natureza em atividades de Ecoturismo. Alguns elementos do Ecoturismo que favorecem a Educação Ambiental são fundamentais: o contato deve ser intenso, deve haver apoio de um grupo (essas atividades devem ser feitas coletivamente), e deve haver superação de barreiras.
O próprio sentimento preservacionista é um conceito antropocêntrico, uma vez que é o ser humano quem decide o que preservar ou não. Mas, além desse antropocentrismo, há uma percepção mais genuína de que existe uma ordem, e que a mesma é bonita, uma fonte estética. A flor e os animais não sabem que são bonitos. A vantagem do ser humano é que ele tem um olhar capaz de abstrair-se dele mesmo ter uma empatia com a natureza. E na hora que se entra em empatia é que se compreende como ela funciona Esta é a grande conquista do ser humano. Assim, é preciso reconhecer que quanto mais humanos desejamos ser, menos “racionais” nos devemos tornar. Buscar o lado sensível, paulatinamente abandonado desde o iluminismo, parecer ser o caminho único possível para nossa re-humanização, por mais paradoxo que isso possa parecer.
[1] Professor da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – Campus Sorocaba e Diretor Presidente do Instituto Physis – Cultura & Ambiente. zysman@physis.org.br
Zysman Neiman[1]
A questão ambiental é tema recorrente do debate social atual. É uma construção social relevante de uma sociedade que se tornou reflexiva sobre seus próprios rumos, que busca uma nova racionalidade, que almeja a sustentabilidade. Nesse contexto, a cooperação volta a ter uma dimensão relevante e a busca de um novo paradigma alternativo para o futuro da civilização se torna anseio de todos.
A Educação Ambiental tem como um de seus objetivos formar cidadãos conscientes de sua relação com a natureza e com seu habitat, devendo primar pela formação de pessoas que almejem a sustentabilidade, ajam na busca de soluções para o uso racional dos recursos naturais, de modo que as futuras gerações possam também usufruí-los.
Ecologizar a sociedade é introduzir a variável ecológica onde antes só havia a preocupação com o desenvolvimento econômico. Envolver os atores sociais que participam da discussão sobre a questão ambiental não tem sido suficiente para a conquista de novos valores. Mais do que conscientizar (campo da “razão”) é preciso sensibilizar (universo restrito das “emoções”), questionar o paradigma central do capitalismo, e não apenas adaptá-lo a uma suposta “nova” racionalidade ecológica.
O contato com ecossistemas nativos é vital para o ser humano e promove o sentimento de pertencimento ao território. Por esse motivo, o Ecoturismo, entendido como instrumento de Educação Ambiental, pode contribuir para a construção de representações e significados no imaginário social e transformar a relação do ser humano com o ambiente. A percepção da beleza dos destinos, carregada de simbolismo, remete seus adeptos à busca de um ideal de paisagem onde a ética e a estética têm papel de destaque. Os elos com a localidade e com as outras pessoas, renovados sobre uma outra perspectiva, passam a orientar as ações dos sujeitos. Desta forma, os destinos ecoturísticos passam a significar lugares presentes na vida dos indivíduos, e não mais aqueles longínquos e misteriosos “paraísos” inaccessíveis, Ou seja, cria-se uma nova identidade, um vínculo afetivo entre sujeito e lugar.
O Ecoturismo, caso se proponha a atrelar o contato com a natureza ao pensamento simbólico, restaurar equilíbrios através do afloramento de comportamentos ancestrais, e não fugir da responsabilidade de construir novos paradigmas a partir de uma nova perspectiva de pensamento, menos linear e mais sistêmico, poderá enfim, conquistar o sucesso tão almejado pelos educadores ambientais. Gostar da natureza pode ser um sentimento afetado por representações sociais, o que reforça a importância de como será conduzido, dirigido, o contato com a natureza em atividades de Ecoturismo. Alguns elementos do Ecoturismo que favorecem a Educação Ambiental são fundamentais: o contato deve ser intenso, deve haver apoio de um grupo (essas atividades devem ser feitas coletivamente), e deve haver superação de barreiras.
O próprio sentimento preservacionista é um conceito antropocêntrico, uma vez que é o ser humano quem decide o que preservar ou não. Mas, além desse antropocentrismo, há uma percepção mais genuína de que existe uma ordem, e que a mesma é bonita, uma fonte estética. A flor e os animais não sabem que são bonitos. A vantagem do ser humano é que ele tem um olhar capaz de abstrair-se dele mesmo ter uma empatia com a natureza. E na hora que se entra em empatia é que se compreende como ela funciona Esta é a grande conquista do ser humano. Assim, é preciso reconhecer que quanto mais humanos desejamos ser, menos “racionais” nos devemos tornar. Buscar o lado sensível, paulatinamente abandonado desde o iluminismo, parecer ser o caminho único possível para nossa re-humanização, por mais paradoxo que isso possa parecer.
[1] Professor da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar – Campus Sorocaba e Diretor Presidente do Instituto Physis – Cultura & Ambiente. zysman@physis.org.br
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
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